• Emily Bandeira

linguagem e luta

Oi, blogzin querido, ando sumida eu?

Pois é, menina, 2022, sei não.

Nesse meio tempo (em que não escrevi aqui) comecei a aprender italiano e, consequentemente, me questionar, novamente, sobre as melhores maneiras de se aprender uma língua do "zero".


Tenho escrito editais para acreditar que materiais lúdicos podem nos ajudar a aprender nossas línguas mais deliciosamente.


Tenho criado projetos para ajudar garotas e mulheres de movimentos sociais a se apropriarem das línguas estrangeiras que querem aprender.


Mas hoje venho para citar mulheres e falar que na verdade tenho estado é confusa e repensado tanto do que eu entendo e entendia sobre linguagem inclusiva.

Essa semana passada foi dessas coisas horríveis para quem é mulher (e/ou pessoas com útero) e, do lado de cá, não posso não pensar sobre as implicações linguísticas que tem surgido como consequência de uma luta que é capaz mas que ainda resolve e decide sua linguagem.


A língua é coisa viva que se move e se transforma, a gente sabe. Mas dentro do movimento feminista parece que não só ela é viva e se move mas que ela corre, deixa gente pra trás, esbarra em outras pessoas, tropeça – tudo isso enquanto se propõe a tentar cuidar de tudo, dar a mão para seguirmos juntas... o que está acontecendo?


Hoje não tenho vocabulário, argumento, discurso pronto. Tenho citações de outras moças linguistas, pensando sobre isso também :-)


Esses pedaços de texto vem desse blog aqui: (Language: a feminist guide) <3


https://debuk.wordpress.com/2022/06/27/the-dangers-of-purity/


"One predictable bone of contention was the word ‘women’. There were many reminders to use inclusive language, bearing in mind that women weren’t the only people the judgment affected. There were also many statements of the opposite view, that inclusive language was a distraction: the judgment needed to be named for what it was, an attack, specifically, on women’s rights.


But while discussing the implications of your linguistic choices may be a good feminist practice (one that’s helped me clarify my thoughts on many occasions, and has sometimes changed my views more radically), ultimately I don’t think any feminist can claim the authority to tell other feminists what they’re ‘not allowed to say’.


I’ve been talking about specific examples, but what really troubles me is the strength and pervasiveness of the general phenomenon. Why, in a political emergency, did so many feminists choose to engage in self-righteous point-scoring about words and symbols? And how can this obsession with political and linguistic purity be anything but an obstacle to the concerted action an emergency demands? It’s dividing feminists when they need to stand together (and on an issue where there’s actually a high degree of unity), and deterring others from getting involved (most people are reluctant to speak up if they fear being scolded or shamed for using the wrong words). At times, scrolling through what feels like an endless stream of disapproving comments, I’ve found myself wondering what kind of political messaging (if any) some of these online critics would find acceptable, and whether they have any interest in actually winning political battles."


(by debuk)


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